Paridade para civis provoca debate sobre aumento para demais policiais

Deputado Cláudio Abrantes defendeu equiparação com os salários dos policiais federais.

A reivindicação do deputado Cláudio Abrantes (PDT), líder do governo, para que o GDF promova a equiparação dos salários dos policiais civis (categoria da qual é oriundo) com os vencimentos de policiais federais, durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa nesta quarta-feira (27), provocou um debate sobre reajustes também para policiais militares e outros servidores públicos.

O parlamentar defendeu a paridade com os federais, que considerou “extremamente justa”, apresentado dados que, segundo ele, comprovam a excelência dos serviços prestados pela Polícia Civil. Conforme informou, a elucidação de crimes contra a vida, que tem uma taxa média de 10%, chegando a 4% em estados como o Rio de Janeiro, no Distrito Federal, ultrapassou 90%, de janeiro a agosto deste ano. Este índice, além de outros números divulgados, justificariam o aumento salarial.

“Nenhum estado americano consegue índices de sucesso como os nossos, encontrados somente em alguns países europeus”, afirmou, classificando a Polícia Civil do DF como “a melhor polícia do país e uma das melhores do mundo”. Contudo, explicou, “não está sequer entre as 10 melhores remuneradas do Brasil” e, por isso, “essa situação tem de mudar”.

Já o deputado Hermeto (MDB), que fez parte dos quadros da Polícia Militar do DF, embora concordando que os policiais civis “têm todo direito de buscar a equiparação”, reclamou reajuste também para os seus colegas de farda: “Temos de lembrar que existe um sistema de segurança pública, que envolve diversos órgãos”. Em meio ao debate sobre a necessidade de aumento para a categoria, o distrital defendeu colocou-se a favor da união de todos os corpos de policiamento. No que foi contestado pelo deputado Chico Vigilante (PT) que, após enumerar os vários tipos de polícia existentes no país, disse não ver “nenhuma perspectiva de uma polícia única no Brasil”

O deputado Jorge Vianna (Avante) entrou na discussão chamando a atenção para a destinação dos recursos do Fundo Constitucional do DF (FCDF), de onde vem a verba que banca integralmente o setor de segurança pública, além de alocar montante para as áreas de saúde e educação. “Se formos comparar os salários, por exemplo, de um médico da Secretaria de Saúde com um da polícia, veremos a grande diferença que há entre profissionais pagos com os mesmos recursos”, observou.

Feminicídio – O deputado Fábio Felix (PSOL) anunciou os resultados da primeira oitiva da CPI do Feminicídio, colegiado do qual faz parte e que esta semana ouviu o secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Gustavo Torres. Ele explicou que uma parte da reunião foi fechada, o que considerou desnecessário, pois “os dados secretos que seriam exibidos não chegaram a ser apresentados”. Também cobrou do governo explicações sobre as ações para proteger 75 mulheres vítimas de ataques e reclamou da falta de transparência, do ponto de vista orçamentário, dos dados da pasta.

Eleições nas escolas – A deputada Arlete Sampaio (PT) e o deputado Hermeto também registraram a realização, na data de hoje, de eleições diretas para diretores das escolas públicas. A distrital rememorou a história da escolha por via democrática dos dirigentes escolares que, ignorada durante anos, voltou no governo Cristovam Buarque, de quem ela foi vice. “A gestão democrática das escolas foi o primeiro projeto enviado à Câmara Legislativa naquela ocasião”, lembrou.

Fonte: CLDF.gov

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