Bolsonaro: Brasil vive democracia, mas crises na América do Sul preocupam

Presidente diz que monitora protestos nos vizinhos, mas não crê em atos contra seu governo; ‘Nunca o país viveu uma normalidade democrática como vivemos’

Presidente diz que monitora protestos nos vizinhos, mas não crê em atos contra seu governo; ‘Nunca o país viveu uma normalidade democrática como vivemos’

O presidente Jair Bolsonaro criticou neste sábado, 23, as manifestações que estão ocorrendo no Chile nas últimas semanas, contra a política neoliberal de Sebastian Piñera, mas afirmou não haver qualquer indício de movimento semelhante no Brasil.

“O que estou vendo em alguns países é um excesso, como no Chile. Aquilo não são manifestações, são atos terroristas”, afirmou o presidente a jornalistas, após participar de evento na Vila Militar, na zona oeste do Rio. “Nós temos que nos preparar sempre para não sermos surpreendidos pelos fatos. Até o momento não tem motivo nenhum, nós entendemos dessa forma, daquele movimento vir para cá. Nunca o Brasil viveu uma normalidade democrática como vivemos no momento”, assegurou.

O presidente reconheceu, no entanto, que o governo acompanha com preocupação o clima político em países vizinhos. “É lógico que a América do Sul é uma preocupação de todos nós. Nós não queremos ou gostaríamos que outros países voltassem para o colo do Foro de São Paulo (entidade que reúne partidos, movimentos e governos de esquerda). Nós sabemos qual o destino disso, olha a situação em que se encontra a Venezuela. Eu acho que ninguém no Brasil quer que nós caminhemos nessa direção”, disse.

PSL

Bolsonaro se recusou a comentar sua saída do PSL e esclareceu que o número 38, escolhido para seu novo partido, o Aliança pelo Brasil, é inspirado no fato de ele ser o 38º presidente da República do Brasil e não ao calibre de um revólver. “Não falo mais do PSL, estou sem partido no momento”, disse.

Fonte: Veja

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