Força-tarefa prende seis envolvidos na morte do empresário Agno Rainere, em São Miguel do Araguaia

Segundo investigações, crime cometido no final de setembro teve participação de ex-familiar da vítima, que seria mandante. Também foram presos três acusados de serem intermediários e dois de serem executores, ao longo da última semana, em operações no interior e na Capital

Delegados da força-tarefa apresentam resultados da investigação que levou à prisão dos supostos autores, mandante e intermediários do assassinato do empresário Agno Rainere/Fotos: Junior Guimarães

A Polícia Civil de Goiás (PC-GO) apresentou, na manhã desta segunda-feira (09/11), o resultado da força-tarefa criada para elucidar o caso do empresário Agno Rainere, assassinado no final de setembro, em São Miguel do Araguaia. Ao longo da última semana, policiais civis cumpriram, em Goiânia e no município do interior, a prisão de todos os suspeitos de envolvimento no homicídio: os dois que são apontados como executores, os três que investigadores acreditam terem sido os intermediários – um advogado e dois ex-agentes penitenciários – e o principal suspeito de ser o mandante.

O delegado-geral da Polícia Civil, Odair José Soares, destacou o trabalho técnico e o profissionalismo das forças de segurança para dar respostas rápidas à sociedade diante de mais um crime no Estado. “Já se tornou rotina diária a apresentação de resultados de operações realizadas pela Polícia Civil de Goiás”, disse. “Aqui estamos mostrando a excelência no combate àquele que mais causa repulsa ao cidadão goiano, que é o crime de homicídio. São filhos, pais, irmãos, primos, tios, amigos que são assassinados por motivos diversos, que variam do interesse econômico a conflitos pessoais”, acrescentou.

O empresário rural Agno Rainere, 44 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava, no final da tarde do dia 30 de setembro deste ano. O assassinato causou grande comoção na região. Segundo Rilmo Braga, titular da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), o crime foi motivado por desavenças familiares que envolvem divisão de bens de elevados valores em dinheiro. Em casos assim, explicou, a Polícia Civil não divulga a identidade dos investigados.

Rilmo Braga parabenizou toda a força-tarefa envolvida no caso Agno, formada por agentes da DIH, da 12ª Delegacia Regional da PC de Porangatu, da Gerência de Inteligência da PC e da Delegacia de São Miguel do Araguaia. Foram dezenas de policiais civis, entre delegados, agentes, escrivães e papiloscopistas. “Tecnicamente foi uma investigação brilhante”, ressaltou Braga. Ele contou que, das seis pessoas presas, cinco confessam detalhadamente o crime. “Diversas circunstâncias específicas terão que ser mantidas em sigilo, mas todas as versões totalmente corroboradas. Não há dúvida nenhuma sobre todo plano delitivo.”

O titular da Homicídios também ressaltou o apoio recebido do secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, e do Governo de Goiás, além do Ministério Público e do Poder Judiciário para o sucesso das operações que levaram à prisão dos envolvidos. “É com muita satisfação que nós damos à sociedade goiana essa pronta resposta, para tentar minimizar, de alguma forma, o sofrimento dessas famílias”, explicou.

Investigação
Membro da força-tarefa, o delegado Elton Diogo Fonseca, da DIH, deu detalhes da investigação. Ele explicou que a motivação do crime está relacionada à recente separação conjugal de Agno Rainere. Por meio de imagens de câmeras de segurança, foi possível identificar o responsável pela execução da vítima. A partir daí, os demais envolvidos também foram identificados.

“Em resumo, o ex-sogro da vítima contratou um advogado da família por R$ 150 mil para dar fim à vida do Agno. Esse advogado procurou uma pessoa na cidade, que é um ex-agente penitenciário, e esse fez contato com um colega da época do sistema prisional. Essa pessoa, já de Goiânia, foi quem contratou as outras duas: tanto o motorista do veículo, como o executor”, explicou o delegado Elton Diogo Fonseca.

A delegada Rafaela Wiezel Alves Azzi, também da DIH, ressaltou a importância da união dos forças de segurança do Estado. “O sucesso do cumprimento dos mandados de prisão, dessas buscas, em um crime notadamente grave e de repercussão como esse, se deve ao empenho dos nossos agentes, dos nossos escrivães e dos nossos papiloscopistas”, disse.

Resposta rápida
Assim com o caso do empresário Agno Rainere, recentemente as forças de segurança de Goiás finalizaram em tempo célere a primeira fase da operação que resultou na identificação dos responsáveis pela morte dos advogados Frank Alessandro Carvalhaes de Assis e Marcus Aprígio Chaves, em Goiânia. Dia 30 de outubro, 48 horas após o assassinato dos advogados, a força-tarefa prendeu o autor do crime e deu início à segunda etapa da investigação, que está sob sigilo.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

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