Ex-campeão Popó anuncia volta aos ringues aos 39 anos

20150318_SP17_Popó-2Acelino Freitas, o Popó, vai voltar aos ringues. O baiano de 39 anos, dono de quatro títulos mundiais em duas categorias diferentes – Organização Mundial de Boxe em 1999, nos superpenas (59kg), e em 2004 e 2006 pelos leves (61kg), e Associação Mundial de Boxe em 2002 nos superpenas –, confirmou que lutará novamente em 6 de junho, na Arena Santos. A luta será na categoria dos médios-ligeiros (69kg). O nome do adversário não foi divulgado.

Ao Metro Jornal, Popó falou sobre o porquê de retornar ao boxe depois de três anos:

O que te motiva a voltar?
Nem eu sei. Não tenho tanta saudade, mas é o incentivo das pessoas que amam o boxe, que gostam do meu estilo de matador, que vai e nocauteia. Estou fazendo análise, para saber até que ponto vale a pena. Tem 70% de chance [de voltar]. Meu pensamento seria uma série de três grandes lutas aqui no Brasil. Depois eu jogo a toalha.

E contra quem seriam essas lutas?
A primeira poderia ser contra um argentino, Jorge Rodrigo Barrios. O venci há 11 anos e ele está engasgado com isso, me desafia no Twitter. Adoraria lutar novamente, dar porrada nele.

E Manny Pacquiao ou Floyd Mayweather?
Tentei há muito tempo lutar contra eles e o Juan Manuel Márquez, no auge da carreira. Mas nunca tive uma resposta. A única resposta que tive, do Pacquiao, foi que ele queria US$ 25 milhões de bolsa, o que seria inviável. As lutas deles são contra lutadores que não têm pegada, por isso, eles chegam até o final dos rounds. Facilita, né?

Você foi deputado federal. Como foi a entrada na política?
Não foi um planejamento. Nunca teve um político na Bahia que voltasse ao social, e eu fiz isso. Apresentei mais de 70 projetos de lei. Debati, visitei todas as arenas da Copa, fiscalizei, fiz tudo certinho como deve ser. Mostrei que dá para fazer política sem roubar. Mas a sociedade, o povo baiano, não olhou por esse lado. Político faz campanha sem dar dinheiro, pode trabalhar o que for que não é eleito.  Só trabalhar não dá voto.

Você imaginava que seria reeleito, então?
Acreditei, pelo trabalho que fiz, que seria reeleito. Mandei, via emendas, mais de R$ 40 milhões para a Bahia. Esperava que as pessoas reconhecessem o meu trabalho. Mas não tinha essa dimensão que as pessoas votavam por dinheiro. A compra de votos, aqui, é muito grande.

Pretende seguir no meio?
Não sei como vai ser nos próximos anos. Tive proposta para ser candidato a prefeito em Lauro de Freitas, onde moro há 11 anos, e proposta para ser candidato a vereador em Salvador. Estou estudando, a política não me balança. A regalia que a política dá eu tenho em casa. Não me balança.

Como você vê o boxe brasileiro hoje?
Tem muita gente boa, mas no amador. Fora os dois irmãos [Esquuiva e Yamaguchi] Falcão, tem muitos no amador que não querem ser profissionais. Eles recebem patrocínio de R$ 10, R$ 15 mil e não querem largar para ir para o profissional, onde a bolsa é menor antes dos títulos mundiais. Até aí, demora dois, três anos. Mas sem campeão, não há divulgação. Minha volta pode ajudar nisso.

Fonte: Fonte: Matheus Adami – Metro

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