Crianças menores de cinco anos precisam ser vacinadas contra a poliomielite

Campanha começa nesta segunda (5), e meta é imunizar 95% do público-alvo. Confira os endereços das salas de vacinação

Medidas sanitárias garantem a segurança da vacinação em tempos de pandemia | Fotos: Agência Saúde

Começou, nesta segunda-feira (5), a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite no Distrito Federal. As salas de vacina estão abertas, abastecidas e preparadas seguindo as normas e protocolos sanitários para que a vacinação ocorra com segurança em tempos de pandemia de Covid-19. A meta da Secretaria de Saúde (SES) é imunizar 95% do público-alvo, que são crianças menores de cinco anos de idade, até o dia 30 deste mês. No DF, estima-se que nesta faixa etária haja cerca de 160 mil crianças.

“É de extrema importância que os pais tragam suas crianças para vacinar contra a poliomielite para que possamos manter a doença sob controle. O último caso no DF foi registrado em 1987 e queremos manter a doença longe das nossas crianças”, destaca o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez, durante a abertura da campanha na Unidade Básica de Saúde 1 do Riacho Fundo I.

O secretário adjunto tranquiliza os pais que estão preocupados em levar os filhos nas unidades de saúde devido à pandemia. “Todas as medidas de segurança estão sendo tomadas, como sinalização para o distanciamento social, disponibilização de álcool em gel e orientação quanto ao uso da máscara. São 135 salas de vacina, a partir de hoje, abertas e preparadas para receber nossas crianças e mantê-las protegidas. Não deixe de trazer seu filho ou sua filha até os postos de vacinação”.

Campanha Nacional de Multivacinação

O subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins, ressalta a importância de os adolescentes menores de 15 anos participarem da Campanha Nacional de Multivacinação que começou, também, nesta segunda-feira (5). O objetivo desta campanha é atualizar a situação vacinal e manter as vacinas em dia. “Convidamos todos a nos ajudar nas duas campanhas de vacinação para alcançarmos as metas de cobertura vacinal. Jovens de até 15 anos venham nas unidades para que nossos colegas verifiquem se o cartão está alguma vacina em falta e, assim, completá-lo. É seguro, tranquilo, ambiente aberto e pedimos que venham com máscara. Os profissionais farão o atendimento devido com toda a segurança”, destaca. No período de janeiro a abril de 2020, nenhuma das vacinas do calendário infantil atingiu as metas preconizadas.

Esquema vacinal

A vacinação tem estratégias diferenciadas para as crianças menores de um ano e para aquelas na faixa etária de 1 a 4 anos de idade. Todas as crianças menores de 5 anos deverão comparecer às salas de vacinas para receber uma dose da vacina contra poliomielite.A depender do esquema vacinal registrado na caderneta, a criança poderá receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), como dose de reforço ou dose extra, ou a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), como dose de rotina.

A doença no Brasil

Desde 1989, o Brasil não registra casos de poliomielite. A área técnica de imunização da Secretaria de Saúde alerta sobre a necessidade das crianças receberem as doses da vacina mesmo sem registros da doença há mais de 30 anos, uma vez que as coberturas vacinais ainda são heterogêneas, podendo levar à formação de bolsões de pessoas não vacinadas, o que possibilita a reintrodução do poliovírus.

Em 1994, o país recebeu da Organização Pan-americana da Saúde (Opas) a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem do seu território, juntamente com os demais países das Américas. Desde então, em todo território nacional, são feitas campanhas para atingir a meta dos indicadores preconizados pelo Ministério da Saúde para manutenção do título de país livre da doença.

No DF, a série histórica dos últimos 20 anos da cobertura vacinal da vacina contra a poliomielite em menores de 1 ano mostra uma tendência de queda das coberturas, sendo que em 2015 e de 2017 a 2019 a meta de cobertura não foi atingida (95%). De janeiro a abril de 2020, a cobertura vacinal foi de apenas 67,3%. No mesmo período de 2019, era de 89,2%.

* Com informações da Secretaria de Saúde

Fonte: Agência Brasília

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