Mala do Livro é protagonista de ação em centro de acolhimento social

Parceria entre a Secec e Sedes oferecerá atividades culturais para cidadãos atendidos no Autódromo Nelson Piquet

Levar a leitura às pessoas que não possuem acesso ao livro ou a uma biblioteca. Essa é a função da Mala do Livro, um dos programas com maior abrangência social do Distrito Federal, gerido pela Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Neste período de enfrentamento à pandemia da Covid-19, a Secec, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), liderada pela primeira dama Mayara Noronha, levará as “caixas-estantes” aos acolhidos em abrigo social no Autódromo Nelson Piquet.

Nesta terça-feira (14), a equipe da Mala do Livro disponibiliza parte de seu acervo bibliográfico a cerca de 200 homens em situação de rua que estão abrigados no autódromo internacional, como forma de enfrentamento ao novo coronavírus. Esta é a primeira ação cultural concebida no alojamento erguido em caráter de emergência. Além de proteção, os cidadãos – vindos de todas as partes do Distrito Federal – receberão alimentação balanceada, roupas limpas, atendimento psicossocial e, agora, acesso à cultura por meio da entrega dos livros.

Completando 30 anos em 2020, a Mala do Livro é atualmente o programa mais antigo da Secec e tem conduzido, durante todo esse tempo, ações voltadas ao fomento e incentivo à leitura em comunidades do DF. De acordo com a diretora da Biblioteca Nacional, Sharlene Araújo, a implementação do programa em centros de acolhimento social pode ser uma valiosa contribuição da Mala para as medidas de enfrentamento à Covid-19.“Com essa parceria, estamos levando cultura, entretenimento e informação para os menos assistidos economicamente”, reconhece.

À frente da Mala do Livro, Maria José Vieira considera que este período de quarentena é propício às atividades desenvolvidas pelo programa, a partir da ação governamental aliada à sensibilização social. “Como coordenadora de um projeto que leva esperança a tantas pessoas, creio que a leitura dará um grande ânimo na vida dos assistidos no alojamento, além de nos dar motivação para continuar incentivando a leitura para toda a população do DF”, destaca.

Para o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, a iniciativa possui um poder transformador, não só no estímulo e acesso à leitura, mas também na contribuição à saúde mental da população, principalmente durante a pandemia. “Acredito que a cultura resgata e salva a vida do ser humano. Tudo o que consumimos para acreditar em dias melhores é extraído das atividades culturais. Devemos lembrar que a Mala do Livro atua efetivamente no acesso à leitura para toda a população. Neste período de isolamento social, a leitura é sim um refúgio importantíssimo e nutritivo para a mente”, celebra.

Mala do Livro

Lançada em 1991, a partir da iniciativa das bibliotecárias Neuza Dourado e Maria da Conceição Moreira Salles, a Mala do Livro conta hoje com mais de 300 agentes, responsáveis por mini-bibliotecas domiciliares ou institucionais em todo o Distrito Federal.

As caixas-estantes de cada agente recebem cerca de 150 exemplares, que vão desde literatura infantil, infantojuvenil, brasileira, estrangeira, até livros de pesquisa. As obras podem ser emprestadas por um prazo de sete dias, com possibilidade de renovação.

No total, o acervo é composto por mais de 45 mil obras consignadas aos agentes que, além de fomentar o hábito da leitura entre crianças, jovens e adultos, desenvolvem atividades lúdicas como contação de histórias, por exemplo.

Os livros atendem tanto as bibliotecas domiciliares quanto as institucionais, localizadas em unidades hospitalares, centros olímpicos, unidades prisionais e estações do metrô. A BNB também conta com um posto avançado da Mala do Livro no pavimento térreo, o que amplia as possibilidades de acesso à leitura.

Fonte: Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa – DF

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here