Covid: Brasil registra 1.111 novas mortes em 24h, maior número desde 15/9

Em meio à pandemia, região da rua 25 de Março, em São Paulo, teve grande movimentação no fim do ano

Imagem: RENATO S. CERQUEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Brasil voltou a registrar mais de mil mortes por covid-19 em um intervalo de 24 horas. De acordo com dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde, o país confirmou 1.111 novas mortes provocadas pela doença nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, 192.681 pessoas morreram.

Esta é a maior marca desde 15 de setembro, quando o Ministério divulgou 1.113 novos óbitos de um dia para o outro. É a segunda vez neste mês que o Brasil apresenta mais de mil mortes por covid-19 em 24 horas. Antes, em 17 de dezembro, foram 1.092 óbitos registrados.

De ontem para hoje, foram registrados 58.718 diagnósticos positivos para o novo coronavírus no Brasil. O número de infectados subiu para 7.563.551 desde o começo da pandemia.

A pasta também informou que 6.647.538 pessoas se recuperaram da doença, com outras 723.332 em acompanhamento.

Vale ressaltar, no entanto, que os registros de mortes nos fins de semana e feriados tendem a ser menores devido à redução de equipes nas secretarias de saúde, o que tende a represar dados que são inseridos à contagem pelos estados nos dias subsequentes.

Covid deve baixar expectativa de vida no país em até 2 anos

O ano marcado pela pandemia e o confinamento chega ao fim com a esperança da vacina. Mas os impactos da covid-19 se farão sentir por muito tempo e poderão ser ainda mais profundos do que se imaginava. A expectativa de vida do brasileiro ao nascer deve cair em até dois anos por causa das mais de 190 mil mortes pela doença. Será a primeira queda desse indicador registrada no no País desde 1940, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Especialistas da FGV (Fundação Getulio Vargas) e do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estimam que a pandemia vai reverter a tendência observada nas últimas décadas. O brasileiro perderá pelo menos um ano de expectativa de vida, podendo chegar a até dois anos. Dependendo da capacidade do governo de vacinar a população em 2021, essa queda pode ainda se prolongar por mais um ano.

Em 1940, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer era muito baixa, de 45,5 anos. Com a redução da mortalidade infantil e os avanços na Medicina, o número vem crescendo consistentemente. Em 1980 chegou a 62,5 e, em 2000, a 69,8. Nos últimos 20 anos, os ganhos foram um pouco mais lentos, mas, mesmo assim, nunca se registrou um decréscimo.

Conforme os últimos dados divulgados pelo IBGE, em novembro, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer era de 76,6 anos. E poderia ser ainda mais alta se não fosse a violência urbana, que costuma vitimar homens jovens. Tanto que a expectativa de vida das mulheres era de 80,1 anos, ante 73,1 anos dos homens.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Fonte: UOL

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