Uso do celular para compras aumentou 200% no DF entre 2013 e 2014

20150330081425179633oA comodidade de comprar sem sair de casa e a qualquer horário atrai a cada dia mais os consumidores brasilienses. Seja pelo smartphone, seja pelo tablet ou pelo computador, as compras on-line não param de crescer no Distrito Federal. O uso do celular pelos clientes aumentou 200% entre 2013 e 2014 — pulou de 8% dos usuários para 28%. O tablet é usado por 30% dos consumidores locais para fazer compras, índice superior à média nacional (28%). Mas o dispositivo eletrônico mais utilizado ainda é o computador, opção de 48% dos clientes. Os dados são da pesquisa Total Retail Survey 2015 — o varejo e a era da disrupção, feito pela auditoria PwC, que evidenciou o crescimento dos dispositivos móveis nas aquisições do varejo brasileiro e do DF.

A alta renda per capita brasiliense e a maior concentração de celulares por habitante no Brasil (2,17) colocam o DF como um importante polo de compras via dispositivos móveis. Para Ana Hubert, gerente na PwC e especialista em consumo e varejo, o acesso à internet e aos smartphones pelas diferentes classes sociais impulsiona o e-commerce brasileiro. Ela acredita que, mais do que o contexto de crise, o varejo precisa se repensar por causa das novas tendências de consumo. “O que os entrevistados responderam é que preferem comprar on-line pela comodidade de não terem que se deslocar e pela opção de compra de 24 horas, sete dias da semana. Temos um novo perfil de consumidor, com pouco tempo, que deseja agilidade”, afirma.

De acordo com Ana, ainda tem varejista separando loja física e on-line, o que não corresponde mais à realidade do consumidor. “A gente vê, por exemplo, que o lojista não troca mercadorias compradas na internet ou os canais de comunicação são distintos, ou até mesmo um vendedor de loja física que não ajuda o cliente a comprar na loja on-line porque não tem comissão. Essas barreiras tendem e devem sumir com o tempo”, defende.

Dificuldade na troca
O contador Eduardo Felipe Costa dos Santos, 24 anos, é do tipo de consumidor que adotou a internet como canal de compra. Segundo ele, a cada 10 itens que consome, quatro são adquiridos na web. Ele conta que sempre faz pesquisas sobre o site em que vai comprar, consulta fóruns na internet e verifica a segurança que a página traz. Porém, nem todos os cuidados foram suficientes para evitar o problema com o pós-venda na loja virtual UltraHardware.

Fonte: Correio Braziliense

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