Técnicos em enfermagem em greve acampam no prédio da Saúde no DF

servidores_de_greveEm greve há 26 dias, técnicos e auxiliares em enfermagem do Distrito Federal acamparam em frente ao prédio da Secretaria de Saúde para pedir redução da carga horária. O grupo, formado por 30 pessoas, está no local desde as 17h desta segunda-feira (2).

O Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem informou que, dos 14 mil servidores, 70% estão paralisados. Eles pedem a redução da carga de 24 horas para 20 horas semanais e manutenção da carga de 40 horas semanais para parte da categoria. Serviços como vacinas, preparação do paciente para exames e cirurgias e marcação de consultadas estão suspensos.

“Nós não queremos reajuste nem aumento de salário. As condições de trabalho  são desgastantes, não há remédios nem utensílios. O que queremos é reduzir essa carga de horário, todas as outras categorias da saúde trabalham assim. Por que somos excluídos? Nosso trabalho é essencial no funcionamento de um hospital”, diz o vice-presidente do Sindate Jorge Viana.

O piso salarial de um técnico em enfermagem que trabalha 24 horas semanais é R$ 1,8 mil. Já quem trabalha por 40 horas recebe R$ 2,2 mil. De acordo com a categoria, o governador Rodrigo Rollemberg receberá um grupo às 9h no Palácio do Buriti. Caso ofereça alguma proposta, os servidores se reúnem às 10h em assembléia, em frente ao prédio da Secretaria de Saúde, para votarem sobre a continuação da greve.

“A paralisação continuará por tempo indeterminado se o governador não oferecer alguma proposta justa. Fomos a primeira categoria a entrar de greve. Não temos medo de multa, de corte de ponto e nem de nada. Nosso pedido não é para uma vantagem pessoal, sabe? Pensamos também no paciente. Afinal, ele é o mais prejudicado. Só para se ter uma ideia, não há macas e nem agulhas nos hospitais. Se a saúde funciona, de alguma forma, é por causa dos servidores”, ressalta Viana.

Além dos auxiliares e técnicos em enfermagem, médicos, radiologistas, agentes do DER, agentes do Detran, professores e metroviários também estão de braços cruzados. As outras categorias protestam contra a suspensão de reajustes salariais.

Fonte: G1

 

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