Parente de Rollemberg é funcionária comissionada no gabinete do distrital licenciado e hoje secretário Joe Valle

joe-e-rollemberg-840x560Uma teoria de estudiosos norte-americanos diz que, no mundo, são necessários no máximo “seis laços de amizade” para que duas pessoas quaisquer — não importa o lugar do planeta — estejam ligadas. Em Brasília, onde a população tem aquela sensação de que todo mundo se conhece, é preciso apenas um par de contatos para que as conexões se estabeleçam. Às vezes, basta atravessar a avenida que separa o Palácio do Buriti da Câmara Legislativa.

Quando o deputado distrital licenciado Joe Valle (PDT) aceitou o convite para ser secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, em outubro do ano passado, impôs a condição de manter sua equipe no gabinete da Câmara Legislativa.Entre esses funcionários, está uma sobrinha do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Comissionada, Bruna Rollemberg Lacerda tem cargo CL-03, com salário de R$ 3.992,43.

Facebook/ReproduçãoAntes de ser nomeada no gabinete 13 da Casa, Bruna trabalhava no Bloco Sustentabilidade, Trabalhismo e Solidariedade, onde estão Celina Leão (PDT), Reginaldo Veras (PDT), Sandra Faraj (SD) e Israel Batista (PV) — além de Joe Valle, na época em que estava na Câmara. Em 26 de outubro do ano passado — data em que Joe assumiu a supersecretaria —, Bruna foi exonerada do bloco e nomeada para o gabinete do distrital, onde permanece sob o comando de Roosevelt Vilela (PSB).

Joe Valle disse ao Metrópoles que Bruna começou a trabalhar com ele na época em que foi eleito para o primeiro mandato, em 2010, pelo PSB (partido do governador Rodrigo Rollemberg, com quem tem muita proximidade). Mas nega que o sobrenome famoso de Bruna tenha aberto as portas do gabinete.

“Ela era do diretório do PSB e foi indicada pelo partido pelo trabalho que desenvolve com artesanato sustentável. Ela continuou no gabinete em função do partido, mesmo antes de ele (Rodrigo Rollemberg) ser governador”, disse o secretário, acrescentando que, há cerca de um mês, ela pediu exoneração, mas como a Câmara está de recesso, o ato ainda não foi publicado.

Parentes

Parentes de políticos em cargos públicos constantemente são alvos de denúncia. Na semana passada, o Metrópoles publicou o caso da mulher do ministro-chefe interino da Controladoria-Geral da União (CGU), Carlos Higino.

Médica radiologista, Manuela Sabóia Moura de Alencar é servidora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Secretaria de Saúde do DF, mas está cedida para a CGU, onde exerce o cargo de chefe do departamento médico. Até outubro do ano passado, ela acumulava dois contracheques num total de R$ 31.275,90 e uma carga de trabalho de 60 horas por semana.

A controladoria negou que o caso se configure como nepotismo, pois Manuela “não ocupa cargo em comissão ou de confiança na CGU, possuindo apenas uma gratificação de representação para servidores que trabalham na Presidência da República”.

Com reportagem de Kelly Almeida

Fonte: Metrópoles

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