Em apenas quatro meses, deputados distritais gastaram quase R$ 1 milhão

20150612004421531349uBoa parte do dinheiro é usado com banners, panfletos e sites próprios. Os recursos também pagaram consultorias especializadas e gasolina.

Num momento em que o Executivo reclama da falta de dinheiro para honrar compromissos, os deputados distritais mantém o patamar alto de gastos com a chamada verba indenizatória. Embora sejam poderes distintos, a arrecadação tributária do DF supre o orçamento do governo e do Legislativo. Neste ano, os 24 deputados distritais gastaram R$ 830.228,75 em verba indenizatória, até abril.

Segundo levantamento do Correio , no site da Câmara, a maior parte do dinheiro foi investido em divulgação da atividade parlamentar, como impressão de panfletos, banners, manutenção de sites e produção de material de publicidade — R$ 273.827, no total. Em segundo lugar, ficaram os gastos com consultorias especializadas (R$ 154.986,34), seguidos por despesas com aluguel de veículos (R$ 151.291,29).

As cifras altas foram denunciadas pelo o ex-chefe da Casa Civil Hélio Doyle, que renunciou ao cargo na última quarta-feira, e criticou abertamente o desperdício de recursos por parte dos parlamentares. “Enquanto estamos atolados em dívidas, eles gastam milhões com carros oficiais luxuosos, com gasolina e vários assessores”, afirmou, durante discurso de despedida do Executivo local.

Segundo os dados apurados pelo Correio, além das despesas com aluguel de veículos, foram desembolsados R$ 69.290,19 em combustível e lubrificante. A Câmara Legislativa argumenta que esses gastos são justificados porque os deputados distritais não têm outra forma de abastecimento.

Lei
O deputado Cristiano Araújo (PTB) encabeça a lista dos parlamentares que mais gastaram no primeiro quadrimestre do ano. Ao todo, as despesas dele com verba indenizatória alcançam R$ 90.402,55. O valor mensal da cota é de R$ 25.322,25. Ele investiu, principalmente, em consultorias jurídicas (R$ 32 mil). A reportagem tentou contato com o deputado e com a assessoria de Comunicação dele, mas não conseguiu resposta.

Fonte: Correio Braziliense

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