Diretor admite que o Hospital Regional deTaguatinga funciona no limite

diretor-admite-que-o-hospital-regional-detaguatinga-funciona-no-limiteHoje o HRT conta com 468 leitos, mas nas contas do diretor, seriam necessários pelo menos 1,1 mil, ou seja, mais do que o dobro. O pronto-socorro atende 400 pacientes por dia e a Oncologia 900 por mês. Saída é ampliar, explica diretor.

HRT (Hospital Regional de Taguatinga), o segundo maior do Distrito Federal, funciona no limite, segundo o próprio diretor da unidade, Benvindo Rocha Braga. Segundo ele, o hospital não conseguiu acompanhar o crescimento da cidade. Além de atender moradores de Taguatinga, acrescenta o médico, a emergência acolhe pacientes de regiões como Águas Claras e Recanto das Emas.

Não bastasse o excesso de demanda local, cerca de 20% dos atendidos no HRT são de fora do DF, incluindo doentes que chegam em ambulâncias de Goiás, Minas Gerais e até do oeste baiano. “O HRT é subdimensionado para a população que atende”, diz Braga.

Diretor Benvindo Braga (esq) com o secretário de Saúde, João Batista Divulgação HRT

Levando-se em conta todas as alas do hospital, no total são 468 leitos atualmente. Nas contas do diretor, eram necessários pelo menos 1,1 mil leitos, ou seja, mais do que o dobro. “Estamos trabalhando com o máximo que a gente pode. O hospital tem muitas vocações, mas, pelas circunstâncias, o que conseguimos fazer basicamente é atender a emergência”, comenta. O pronto-socorro consegue atender 400 pacientes por dia.

Oncologia

O setor de oncologia é um dos mais prejudicados pela carência de estrutura e de pessoal no HRT. Por ora, não há condições de o hospital oferecer assistência especializada aos pacientes com câncer. O serviço se restringe à quimioterapia, ainda sem credenciamento no Ministério da Saúde.

“O ideal seria um novo prédio só para a oncologia, cuja demanda é de 900 pacientes por mês”, afirma o diretor, informando que, no mês que vem, o total de médicos do setor reduzirá de seis para dois, com o fim do contrato de quatro funcionários alheios ao quadro de pessoal. “Alguns serviços foram implantados, mas ainda não estão consolidados justamente pelas dificuldades em ampliar o hospital”, conta.

Tombamento

De acordo com Braga, o tombamento inibe os projetos de expansão. As secretarias de Saúde e de Cultura do DF informaram, porém, que somente um painel de autoria de Athos Bulcão, no ambulatório da unidade de saúde, é tombado.

A secretaria de Cultura reforçou que o painel não pode sofrer intervenção sem a autorização de instituições competentes, como o Iphan (Instituto Patrimônio Histórico Artístico Nacional). No entanto, emendou o órgão, isso não impede a expansão do hospital.

O HRT data de 1968 e foi projetado pelo arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé.

Fonte: Fato Online

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