Delegado quer ouvir estudante que foi espancado em saída de festa

20150524212103321930uO estudante de engenharia civil Ramez Farah Neto, 18 anos, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Lúcia. A família aguarda o resultado de exames para conhecer a evolução do quadro. Na terça-feira (26/5), a vítima passará por uma avaliação para ver o desenvolvimento dos derrames.

O jovem foi agredido pelo publicitário e praticante de jiu-jítsu Patrick Bentim Rosa, 26 anos, na saída de uma festa no Setor de Clubes Norte, no dia 16. Apesar de ter sido indiciado pela Polícia Civil por tentativa de homicídio, o delegado responsável pelo caso descarta a prisão preventiva. Ele aguarda a melhora da vítima para ouvi-la e, assim, concluir o inquérito.

De acordo com a polícia, o motivo das agressões teria sido uma desavença no interior do Baile do Zeh Pretim. Após uma discussão, ambos e outros rapazes teriam sido expulsos da festa. No lado de fora, Patrick teria acertado Ramez com socos, chutes e pontapés. A maioria dos golpes atingiu a região da cabeça. Apontado como único agressor do estudante, o publicitário, conforme revelou ontem o Correio, teria se envolvido em uma desavença com outra pessoa em 2008. Na época, assinou um termo circunstanciado por injúria, ameaça e lesão corporal e se comprometeu a não repetir tal delito.

Inicialmente, havia uma suspeita de que mais de uma pessoa estaria envolvida na agressão ao estudante. Mas, durante as investigações, o delegado Marco Antônio de Almeida, chefe da 5ª Delegacia de Polícia Civil (Área Central), confirmou que Patrick é o único responsável pelo espancamento. Na última segunda-feira, o publicitário se apresentou, na companhia do advogado, na unidade policial e confessou o crime. “Agora, só falta ouvir a vítima e submetê-la ao corpo de delito. As diligências estão quase concluídas. Por enquanto, não há requisitos para decretar a prisão preventiva de Patrick”, esclareceu Marco Antônio.

A família de Ramez Farah Neto espera justiça. Pelo rapaz, mas também para que a condenação sirva de exemplo aos outros. Na internet, os amigos de Ramez enviam mensagens de apoio e aguardam a melhora da vítima. “Somos amigos há mais de 10 anos. O Ramez é muito querido. Está todo mundo querendo ajudar, mandando mensagem, ligando”, comentou Leonardo Padilha, 18 anos, um dos amigos que estavam com o estudante na noite da agressão.

Fonte: Correio Braziliense

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