Com corte nos gastos públicos, novas obras de metrôs dependem da iniciativa privada

metro-tania-rego-agencia-brasilMais de mil quilômetros de trilhos de metrô e VLT, num total de 18 projetos, estão engavetados por falta de dinheiro do governo federal e estados. Concessões para o setor privado são a alternativa apontada para deslanchar os investimentos este ano

O setor metroviário espera que as concessões ajudem a tirar do papel 1.300 quilômetros de trilhos de metrô, VLT (Veículos Leve sobre Trilhos) e trens. Ao todo são 18 projetos, espalhados em grandes cidades das cinco regiões do país, que podem dobrar a malha atual de transportes ferroviário de passageiros, mas não têm recursos para sair do papel.

Tais empreendimentos ainda não foram contratados nem tiveram os modelos de financiamento definidos. Na visão dos representantes deste setor, o ajuste nas contas dos governos (federal e estaduais) ameaça o andamento dos projetos por causa dos cortes orçamentários. Assim, a alternativa defendida é estimular as concessões à iniciativa privada também neste setor.

A superintendente da ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), Roberta Marchesi, lembra que a concessão do serviço, como ocorre em rodovias, já foi usada, por exemplo, no VLT de Goiânia _ assumido pelo consórcio formado pela Odebrecht TransPort e pela Rede Metropolitana de Transporte Coletivo _ e deve ser ampliada diante do novo cenário econômico. “Existe muito interesse da iniciativa privada nesses projetos, que podem ser ampliados com esse modelo”,afirmou.

Segundo o diretor executivo da ANPTrilhos, Rodrigo Vilaça, por causa da questão crítica da economia brasileira, o governo tem procurado o setor privado. “O governo, pela questão crítica da economia brasileira, tem procurado o setor para que possamos encontrar um caminho diferente e mais ágil para que essas obras possam ser feitas”, afirmou.

Vilaça destacou o decreto publicado na segunda-feira (6), que segundo ele vai reduzir a burocracia e ajudar a colaborar para que mais empresas participem dos processos de concessões públicas.

Roberta afirmou que a maioria dos projetos podem ser desenhados para que sejam construídos por concessões, mas destacou que, nesses casos, é preciso pensar em financiamentos via BNDES ou bancos de desenvolvimento internacionais.

A malha de transporte de passageiros sobre trilhos no Brasil tem hoje 1.002,5 km de extensão, uma oferta bem inferior à demanda. Segundo dados da associação, atualmente há 63 médias e grandes regiões metropolitanas e só 12 possuem algum tipo de sistema de transporte de passageiros sobre trilhos.

Fonte; Fato Online

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