Oposição promete entregar pedido de abertura de ação penal contra Dilma

20150525082310411641u.jpegNa semana em que o Planalto volta as atenções para a votação de uma das MPs do ajuste fiscal — crucial para o rearranjo das contas públicas —, a presidente Dilma Rousseff sofrerá pressão extra por parte de opositores. Os líderes dos partidos de oposição entregam amanhã, na Procuradoria-Geral da República, o pedido de abertura de ação por crime comum contra a presidente Dilma Rousseff. Os oposicionistas querem que a petista seja punida pelas chamadas “pedaladas fiscais” identificadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2013 e 2014. Ao atrasar o repasse de recursos para os bancos públicos pagarem os programas sociais, a manobra contábil serviu para o Tesouro Nacional assegurar o cumprimento da meta de superavit primário.

A ação penal foi a estratégia escolhida por PSDB, PPS, DEM e PSC após ver frustradas as esperanças de um pedido de impeachment da presidente. “O que nós queríamos, de fato, era o impeachment. Gostaríamos muito. Mas, para isso, teríamos de ter fundamentos jurídicos e políticos que não temos”, explicou ao Correio o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR).

O deputado lembra, contudo, que o pedido que será feito amanhã ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderá, ao fim do processo, resultar no afastamento político da presidente Dilma. “Se for, de fato, comprovado que ela cometeu crime de responsabilidade fiscal, o Congresso poderá autorizar o afastamento de Dilma por um prazo de até 180 dias, mesmo tempo previsto quando se abre um pedido de impeachment contra um presidente”, corroborou o líder da minoria na Câmara, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE).

A escolha feita por PSDB e aliados provocou um estremecimento nas relações entre os políticos e os movimentos populares que defendem o impeachment da presidente Dilma. Nas redes sociais, inclusive, o Movimento Brasil Livre (MBL) reclamou da atitude da oposição. No último sábado, durante entrevista coletiva após proferir palestra em Brasília, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu os tucanos. “O PSDB, como tal, jamais defendeu o impeachment. Essa pode ter sido uma posição pontual de um ou de outro integrante, mas não do partido como um todo”, explicou FHC.

Fonte: Correio Braziliense

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