Oposição lança ofensiva para forçar saída de Cunha

oposicao-lanca-ofensiva-para-forcar-saida-de-cunhaPPS, Rede e Psol querem convencer PSDB, DEM e PSB sobre a possibilidade de obstruir sessões de plenário após a repercussão do ato da última quinta-feira (19). Partidos ainda vão pedir para a PGR entrar na Justiça contra o presidente da Câmara.

Partidos da oposição vão lançar uma ofensiva nesta terça-feira (24), dentro e fora do Congresso, para forçar a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), do cargo. PPS, Rede Sustentabilidade trabalham para convencer as maiores legendas oposicionistas, como PSDB, DEM e PSB, a obstruir as sessões de plenário a partir de hoje. Além disso, buscam apoio para medidas judiciais a serem aplicadas contra o peemedebista.

As discussões de parte da oposição estão previstas para ocorrer antes de o Conselho de Ética se reunir para tentar novamente começar a leitura do relatório prévio do deputado Fausto Pinato (PRB/SP). Na semana passada, por conta da estratégia adotada por aliados de Cunha, o relator não pode apresentar seu parecer. A reunião, marcada para 9h30, só começou 50 minutos depois. E acabou provocando discussões acaloradas em plenário.

“Amanhã é dia de ação aqui na Câmara e fora da Câmara”, afirmou o deputado Ivan Valente (Psol/SP). Ele se referia às duas estratégias fechadas por Psol, Rede e PPS. Os três partidos já definiram que vão obstruir as sessões plenárias até Cunha deixar o cargo. Juntos, porém, possuem pouca força. As bancadas somam 20 deputados. Por isso, querem atrair PSDB, PSB e DEM para formar um grupo capaz de fazer mais barulho.

Principal partido da oposição, o PSDB define nesta terça-feira se vai aderir à tática das esquerdas. Uma boa parte da bancada acredita que, depois da última quinta-feira (19), esse é o caminho a ser adotado pelo partido. Após um discurso feito pela deputada Mara Gabrilli (PSDB/SP), que arrancou comparações com a discussão entre os ex-deputados Fernando Gabeira e Severino Cavalcanti, a sessão foi esvaziada com a saída de aproximadamente 100 parlamentares.

Oposição vai tentar esvaziar o plenário outra vez Igo Estrela/ObritoNews/Fato Online

Caminho judicial

No entanto, uma outra porção da bancada acredita que o caminho judicial é o mais adequado. “Vamos tentar que o máximo de partidos políticos adiram ao movimento”, completou Valente. Além dos tucanos, o DEM e o PSB também debaterão o assunto com suas bancadas. Desses partidos, o que tem sido menos veemente no processo são os socialistas. Enquanto o secretário-geral Renato Casagrande defende a renúncia de Cunha, o presidente do partido, Carlos Siqueira, apóia as investigações.

A pressão em plenário é apenas uma parte da estratégia dos partidos oposicionistas. Eles querem que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entre no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma ação pedindo o afastamento de Cunha da presidência. “Nossa expectativa é a de que o Supremo, a pedido da PGR, afaste o deputado da presidência da Câmara para que o Conselho de Ética possa funcionar livre de qualquer tentativa de interferência da presidência”, afirmou o líder da Rede, Alessandro Molon (RJ).

Os deputados questionam a tática usada por aliados de Cunha na semana passada para obstruir e adiar a sessão do Conselho de Ética. Na visão deles, o presidente da Câmara atuou para atrapalhar os trabalhos do órgão ao marcar sessão extraordinária para votar uma medida provisória no mesmo dia. Depois, ao determinar que o segundo secretário da Casa, Felipe Bornier (PSD/RJ), respondesse uma questão de ordem dos deputados Hugo Motta (PMDB/PB) e Jovair Arantes (PTB/GO) para declarar nula a reunião e seus efeitos.

“Eu já estou habituado com as ações”, afirmou Cunha. O peemedebista lembrou ter sido alvo de seis ações no STF pelo Psol por diversos motivos. Partidos acionaram a Justiça, neste ano, em pelo menos 20 oportunidades, questionando decisões do peemedebista e da Mesa Diretora. “O PPS questionou até a PPP da Casa”, disse o presidente da Câmara, em referência à discussão do Parlashopping.

Fonte: Fato Online

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