Federais ameaçam fazer greve nacional por atrasos em repasses do MEC

20150518231214219110oProfessores e servidores analisam possibilidade de paralisação em todo o país a partir da próxima semana.

A situação de precariedade que universidades federais enfrentam devido ao atraso e à redução nos repasses pelo Ministério da Educação (MEC) tem aumentado a chance de docentes aderiram a uma paralisação nacional na próxima semana. A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) definiu indicativo de greve para 28 de maio. Os estados decidem até lá se vão aderir ao movimento. Servidores técnico-administrativos das federais do Rio de Janeiro e de Minas Gerais também estão mobilizados em torno de reivindicações relacionadas a condições de trabalho.

Para a vice-presidente da Andes, Marinalva Oliveira, a situação atual é resultado de um crescimento mal planejado das instituições públicas, agravado pela crise financeira. “As universidades vivem um quadro de aprofundamento da precariedade das condições de trabalho. A situação que transbordou agora tem a ver com um processo de expansão descontrolada do ensino superior”, afirma. Ela reclama que há falta de diálogo com o MEC, que não recebe a entidade desde abril de 2014. Em reunião no último dia 14, o Ministério do Planejamento admitiu que não há previsão de concursos para este ano. “Há uma descrença muito grande em relação a quaisquer respostas do governo”, acrescenta. A categoria reivindica uma restruturação da carreira e valorização salarial, além de mais investimentos no setor.

Na Universidade Federal Fluminense (UFF), o clima é de mobilização. “Professores e alunos estão muito revoltados com a carência de tudo. Alguns setores estão sendo paralisados, tem prédio sem elevador, falta água, tem turmas com muito mais estudantes do que deveria”, conta Renata Vereza, presidente da ADUFF, entidade que representa os docentes. A categoria decide na quinta-feira (21) se entra em greve. A possibilidade de paralisação também será discutida nos próximos dias na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMGS). Ainda não há definição sobre a questão na Universidade de Brasília (UnB).

Fonte: Correio Braziliense

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