Com dois candidatos, disputa pela liderança deve aprofundar divisão no PMDB

com-dois-candidatos-disputa-pela-lideranca-deve-aprofundar-divisao-no-pmdbA desistência de Leonardo Quintão (PMDB/MG) em disputar a liderança do PMDB e a decisão de apoiar a recondução do atual líder, Leonardo Picciani (PMDB/RJ), deve ter como efeito colateral o aprofundamento da divisão no partido. Enquanto Hugo Motta (PMDB/PB), nome apoiado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), busca votos nas diferentes alas do partido, Picciani tenta capitalizar o apoio recebido do deputado mineiro.

Da decisão do deputado mineiro, há uma consequência certa: a disputa não irá para um segundo turno. Por isso, Picciani e Motta têm menos espaço para erros. A negociação e os pedidos de votos serão reforçados nas próximas semanas. A disputa está marcada para 17 de fevereiro.

Peemedebistas ouvidos pelo Fato Online não acreditam, no momento, que o apoio possa significar um favoritismo de Picciani. O peemedebista fluminense tem apoio da ala mais próxima ao Palácio do Planalto e dos moderados do partido. Já o eleitorado de Quintão era composto essencialmente pelo grupo dissidente do PMDB, em especial aqueles defensores do processo de impeachment.

Em dezembro passado, o grupo que apoia Quintão conseguiu destituir Picciani da liderança após apresentar uma lista com 35 assinaturas na Secretaria-Geral da Mesa da Câmara. Usando o mesmo artifício, uma semana depois o deputado fluminense retomou o cargo. Agora, com a união dos dois, os principais nomes que apoiavam o mineiro se afastaram.

“Nem o diabo imagina o que levou a isso, afinal um destituiu o outro”, comentou o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB/BA), um dos ex-apoiadores de Quintão. Pelo Twitter, ele mandou uma mensagem a Motta: “Vá pedir voto, que a coisa está muito boa, vai ser o líder do PMDB, baita responsabilidade, mas você tem competência”.

Nos bastidores, deputados questionam os reais motivos de Quintão abandonar sua candidatura e apoiar Picciani. Um acordo entre o mineiro e Motta chegou a ser desenhado. Um apoiaria o outro no caso de um segundo turno com a presença de Picciani. Mas, dias depois, o cenário mudou. “Tem uma boa parte do partido que contesta essa prática, que chamam descaradamente de governabilidade”, acrescentou Vieira Lima, em referência à negociação por cargos.

Quintão garante que se aproximou de Picciani não pela possibilidade de assumir a Secretaria de Aviação Civil, que teria sido oferecida pelo governo ao PMDB de Minas Gerais, mas sim pelo compromisso do atual líder em ouvir as alas do partido e em contemplá-las na comissão especial do impeachment. “Não fui sondado nem estou disponível para ocupar nenhum ministério do governo federal”, garantiu.

Fonte: Fato Online

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here