Aras acata pedido de Toffoli e abre investigação sobre ataque ao Supremo

O presidente do STF também pediu responsabilização de Renan da Silva Sena, “por ataques e ameaças à Instituição deste Supremo Tribunal Federal”

A procuradoria-geral da Repúblilca instaurou uma investigação preliminar na noite deste domingo (14) sobre o ato da noite de sábado em que manifestantes atiraram fogos de artifício em direção ao STF (Supremo Tribunal Federal) simulando um bombardeio.

A PGR determinou a abertura de uma notícia de fato, nome que se dá a investigação preliminar, em resposta a um pedido do presidente da corte, Dias Toffoli.

O ministro pediu “a responsabilização penal daquele(s) que deu/deram causa direta ou indiretamente, inclusive por meio de financiamento, dos ataques e ameaças dirigidas” ao STF e ao “estado democrático de direito”.

Toffoli também pediu responsabilização de Renan da Silva Sena, “por ataques e ameaças à Instituição deste Supremo Tribunal Federal”.

O procurador João Paulo Lordelo, que assina a portaria que instaura a notícia de fato, lembrou que em 5 de maio já havia encaminhado ao Ministério Público Federal no DF um memorando em que indicava que Renan havia praticado crimes por ter agredido verbalmente profissionais de saúde.

Lordelo, que assessora o procurador-geral Augusto Aras para temas de matéria penal, ainda pede informações ao MPF-DF sobre investigações conduzidas a respeito dos atos de sábado e determina que as informações sejam encaminhadas ao vice-procurador-geral Humberto Jacques para que ele inclua o caso no âmbito de inquérito que investiga atos antidemocráticos.

Prisão

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que critérios participaram ontem de um ataque com fogos de artifício na sede do STF (Supremo Tribunal Federal). A informação foi divulgada pela Globonews.

Identificado como Renan Silva Sena, o ex-funcionário terceirizado do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Em maio, ele foi agredido verbalmente e cuspido em enfermeiras durante uma manifestação na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

O ataque ao STF aconteceu na noite de sábado (13), por volta das 21h30. 

Fonte: Jornal de Brasília

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