Ao menos outros 14 pacientes continuam em isolamento após superbactéria

20150601082601135519oExames que apontarão se eles foram infectados devem ter os resultados divulgados hoje. Desde a última quinta-feira, o atendimento na clínica médica, na cardiologia e na cirurgia de emergência do HRT está interrompido.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou, na noite desse domingo (31/5), a morte de duas mulheres que haviam sido isoladas no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) após terem contato com uma paciente contaminada pela superbactéria enterococo. Uma das vítimas tinha 79 anos estava infectada pela superbactéria KPC, além de apresentar quadro de insuficiência respiratória aguda e asma. A outra, de 80 anos, tinha problemas cardíaco, renal e pulmonar. Segundo a secretaria, ainda não há confirmação de contágio por enterococo.

Pelo menos outros 14 pacientes continuam em isolamento na unidade de saúde. Exames que apontarão se eles foram infectados devem ter os resultados divulgados hoje. A última vez que o Distrito Federal teve um caso de enterococo resistente a antibióticos foi em 2010. Apesar das possíveis contaminações dos demais pacientes isolados, o diretor do HRT, Benvindo Rocha Braga, afirma que não é preciso se preocupar com um surto no DF. “Não há motivos para alarde; a contaminação se dá apenas por contato físico e, por causa do isolamento, não há risco de a bactéria se alastrar”, explicou. Os funcionários do hospital usam luvas e máscaras para evitar infecção.

Desde a última quinta-feira, o atendimento na clínica médica, na cardiologia e na cirurgia de emergência do HRT está interrompido. A decisão foi tomada devido à contaminação pela bactéria enterococo de uma mulher de 79 anos. Ela permanece em tratamento. Em seu site oficial, a Secretaria de Saúde pede que a população siga para outra unidade hospitalar durante o período de interrupção no atendimento — a restrição não tem prazo para terminar. As demais especialidades do Hospital Regional de Taguatinga, como pediatria, oftalmologia, ginecologia e obstetrícia, “funcionam normalmente e sem risco de contaminação”.

Guará
No Hospital Regional do Guará, três pacientes seguem isolados depois que exames apontaram a presença da superbactéria Acinetobacter baumanii. Em dois deles, houve apenas colonização, pois o microrganismo não foi encontrado no sangue nem na urina. No terceiro, houve infecção.

A Secretaria de Saúde confirmou os casos e esclareceu que não há risco de contaminação ou epidemia e que todos os cuidados necessários são tomados para evitar o contato de outros pacientes com os isolados. A equipe médica, também, toma precauções usando máscaras, capotes e luvas descartáveis.

Fonte: Correio Braziliense

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