Conheça os 14 atletas do DF nos Jogos Parapan-Americanos de Lima

O Distrito Federal será representado nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, que começam nesta sexta-feira (23) e terminam em 1º de setembro, com 14 atletas, que vão disputar oito modalidades.  Eles fazem parte da  delegação brasileira, que tem 337 integrantes,  entre atletas e acompanhantes (atletas-guia, calheiros e pilotos).

Os Centros Olímpicos e Paralímpicos  do DF (COPs) são os coadjuvantes  nesta competição,  já que são usados, por muito deles, para treinamentos. Os COPs também foram fundamentais na formação da grande parte desses atletas. Além disso, vários deles são apoiados pela  Secretaria de Esporte e Lazer por meio de mais dois programas: Bolsa Atleta e Compete Brasília.

Conheça a breve biografia deles:

ATLETISMO 

As provas terão início no dia 25 de agosto

Wendel Silva

Nascimento: 30/11/1991
Wendel começou a praticar esporte aos 11 anos de idade e virou especialista em provas longas. Morando em São Paulo desde 2013 o atleta foi convidado para ser atleta-guia.  Como guia ele acompanhou Terezinha Guilhermina, em 2013, ano em que foi campeã mundial nos 400m. Outra importante conquista de Wendel foi a prata nos Jogos Paralímpicos do Rio, acompanhando o atleta Felipe Gomes. Atualmente, Wendel Souza vai acompanhar nos Jogos Paran-Americanos de Lima o atleta do Espírito Santo, Daniel Mendes.   “O trabalho do atleta guia é igual ao atleta convencional, mas o guia tem que estar sempre em boa forma física para dar todo suporte ao atleta. Até porque o atleta cego depende do nosso rendimento para obter bons resultados”, contou Wendel. Wendel e Daniel competem nos 400m rasos.

BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS

As partidas desta modalidade terão início no dia 24 de agosto

Amauri Viana

Nascimento: 13/04/1990
Classe: 2.0
Beneficiado pelo programa Compete Brasília
Nascido em Planaltina, aos 16 anos de idade, Amauri sofreu um acidente de carro que o deixou paraplégico. Depois de um ano e meio, iniciou no basquete em cadeira de rodas. “Foi uma paixão à primeira vista. Eu já experimentei outras modalidades, mas o que eu gosto mais é o basquete”, contou. O atleta chegou à Seleção Brasileira em 2012. Desde 2014, mora na cidade de São Paulo. No currículo ele tem duas  pratas:  Campeonato Sul-Americano em 2014 (Chile) e Sula-Americano de 2018 (Peru). A equipe de Amauri também ficou em quinto lugar nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. “Em 2015, em Toronto, eu fui convocado para os Jogos Parapan-Americanos, mas acabei me lesionando. Agora vai ser a minha primeira participação neste evento que é extremamente importante porque ele dá vaga para os Jogos Paralímpicos”, disse.

FUTEBOL DE 7

O futebol de 7 estreia na competição no dia 23 de agosto.

João Victor Batista Cortes

Nascimento: 12/10/1997
Classe: FT2
O ala nasceu com paralisia cerebral e ficou com o lado esquerdo do corpo comprometido.  Conheceu o Futebol de 7 por meio de um professor em Brasília, no Centro Olímpico e Paralímpico do Riacho Fundo I no ano de 2012. Hoje, João Victor treina com a equipe do Cetefe.  “Minha expectativa para os Jogos Parapan-Americanos é conseguir mostrar o meu futebol, me esforçar para sair daqui com a medalha de ouro. Nossa equipe está muito confiante”, disse.  As principais conquistas de João são um bronze no Mundial da modalidade 2019 na Espanha; ouro na Copa América 2018 no Equador; prata nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens 2017 em São Paulo; ouro no Parapan de Jovens 2013 em Buenos Aires; prata no Mundial sub-19 em 2015 na Inglaterra.

Jefferson Delmonde  

Nascimento: 15/01/1995
Classe: FT3
Devido a complicações no parto, Jefferson tem paralisia cerebral que afeta os movimentos dos membros do lado direito. O atacante conheceu a modalidade, em 2016, aos 12 anos de idade, por meio de um amigo que é jogador. Foi convocado para Seleção pela primeira vez em 2018. Principais conquistas: Bronze no Mundial da modalidade de 2019 na Espanha.

GOALBALL

Os jogos da modalidade começam dia 25 de agosto

Ana Gabriely Brito Assunção

Nascimento: 15/08/1990
Classe: B3
Beneficiado pelo programa Compete Brasília
A pivô, Ana Gabriely, tem baixa visão devido ao albinismo. A atleta nasceu no Gama, mas aos 7 anos de idade mudou para o Rio de Janeiro. E foi na cidade maravilhosa que Ana conheceu o goalball praticando educação física no Instituto Benjamin Constant. O alto rendimento aconteceu no ano de 2014 e a primeira convocação aconteceu dois anos depois em 2016. Ana tem no currículo um bronze conquistado no Campeonato Mundial 2018 em Malmö.  “O time de goaball é o atual campeão Parapan-Americano e agora nós vamos atrás deste bicampeonato. Eu quero muito esta medalha de ouro”, comentou Ana.

Jéssica Gomes

Nascimento: 22/07/1993
Classe: B3
Beneficiada pelos programas Bolsa Atleta e Compete Brasília
A modalidade surgiu na vida da esportista por meio de um professor de educação física, em 2009, que estava em busca de jovens atletas para participarem das Paralimpíadas Escolares daquele ano. Deu início aos exercícios no Centro de Treinamento de Educação Física Especial (CETEFE) e hoje está no Centro Olímpico e Paralímpico de São Sebastião. Sua primeira convocação para a seleção brasileira de goalball foi em 2013 e nos Jogos Parapan-Americanos de 2015 integrou a equipe que conquistou a medalha de ouro. “Consegui agora a convocação por meio de uma seletiva feita por olheiros, que observaram os regionais e os melhores atletas durante todo o ano”, completou a ala da seleção brasileira, que nasceu com baixa visão por causa de  catarata congênita hereditária.

Leomon Moreno da Silva 

Nascimento: 21/08/1993
Classe: B1
A paixão pelo goaball veio de família. Seus dois irmãos mais velhos, que assim como ele são deficientes visuais, já praticavam a modalidade. Desde os sete anos de idade, o jovem começou a acompanhar a dupla nos treinos, mas decidiu se aventurar em outras atividades antes de se dedicar exclusivamente ao goalball. Passou pelo atletismo, natação, futebol de cinco, ciclismo e judô. “Mas me encontrei mesmo no goalball, que já era uma tradição de família. Essa paixão foi muito bem trabalhada desde quando passei da infância para adolescência”, completa.  Quando está em Brasília, treina no Centro Olímpico e Paralímpico do Riacho Fundo I, mas defende a camisa do Santos Futebol Clube, em São Paulo. Integra desde 2012 a seleção brasileira principal como ala e coleciona títulos como tricampeonato brasileiro, dez regionais e medalhas de ouro no Parapan de 2015 e bronze nas Paralimpídas de 2016. Bicampeão Mundial da modalidade, de 2014 e 2018, se consagrando também como artilheiro com, respectivamente, 51 e 44 gols.

NATAÇÃO 

A estreia da natação será dia 25, Wendell participa no dia 26

Wendell Belarmino Pereira

Data de nascimento: 20/05/1998
Classe: S11
Beneficiado pelos programas Bolsa Atleta e Compete Brasília

No ano em conquistou as classificações para o Mundial e os Jogos Parapan-Americanos, o nadador também teve que se adaptar a uma importante mudança dentro da piscina. Ele saiu da classe S12 para S11, que significa na prática a necessidade de utilizar os óculos vedados. Em Lima, no Peru, ele vai competir nas provas de 50, 100 e 400 metros livres e 200 metros medley. Vagas essas conquistadas no Open Internacional Loterias Caixa e no Campeonato Nacional 2019. Wendell fira entre os melhores de sua classe em todas as provas que costuma disputar. “Estou bem confiante em pegar medalha”, disse o rapaz, que deixou o hipismo, ainda pequeno, para se dedicar à natação. O espírito competitivo fez o rapaz, que nasceu com glaucoma, buscar se aperfeiçoar dentro da modalidade. Com Marcão, o seu técnico que desde os 16 anos, conseguiu ingressar na seleção brasileira. Se antes, o jovem não conseguiu índice suficiente para participar das Paralimpídas dp Rio de Janeiro, em 2016, agora acredita que tem tudo para embarcar em breve para a edição de Tóquio, no próximo ano.

PARABADMINTON

Os jogos da modalidade serão realizados a partir do dia 29 de agosto.

Danielle Torres  

Nascimento: 23/04/1993
Classe: WH1
Beneficiada pelos programas Bolsa Atleta e Compete Brasília
Moradora de Samambaia Sul, Daniele teve uma infecção hospitalar quando nasceu e, aos 11 anos, apareceram algumas manchas por seu corpo. A infecção atingiu a sua coluna e causou paraplegia. Em 2012, aos 9 anos de idade, a brasiliense teve contato com o parabadminton no Centro Olímpico e Paralímpico de Brazlândia. A primeira convocação para a Seleção Brasileira aconteceu em 2016. Entre as principais conquistas de Dani está a medalha de prata no individual no Pan-Americano da modalidade de 2018, em Lima, no Peru. “Sou atleta da categoria Wh1, de alta lesão medular. No Parapan vou competir na Wh2, uma categoria superior a minha, então a princípio meu objetivo é trazer no mínimo uma prata, mas eu quero muito e estou treinando para um ouro”, disse a atleta.

Marcelo Alves                

Nascimento: 29/07/1986
Classe: WH1
Beneficiado pelo programa Bolsa Atleta e Compete Brasília
Em 2007, Marcelo sofreu um acidente de ônibus que causou uma lesão medular e o deixou paraplégico. Iniciou no movimento paralímpico jogando basquete em cadeira rodas em um centro de referência. Desde 2012, o atleta pratica o parabdaminton e hoje é um dos principais nomes da modalidade.  Atualmente,  Marcelo faz parte da equipe de rendimento de parabadminton que treina no Centro Olímpico e Paralímpico de Brazlândia. Suas principais conquistas são o tricampeonato do Pan-Americano na modalidade simples.

Rômulo Júnior

Nascimento: 06/06/1968
Classe: WH2
Beneficiado pelos programas Bolsa Atleta e Compete Brasília
Natural de Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1994, Rômulo teve uma lesão medular devido a um corpo estranho que se instalou em sua medula espinhal, o que resultou na paraparesia dos seus membros inferiores. Em 2006, ocorreu uma etapa internacional de um campeonato de tênis em cadeira de rodas, em Brasília, onde ele mora, e foi assim que Rômulo foi apresentado ao esporte adaptado. O atleta, que atualmente mora no Jardim Botânico, começou a treinar no tênis e, dois anos mais tarde, conheceu o parabadminton. Treinou as duas modalidades por alguns meses até optar somente para o parabadminton. Rômulo divide os treinos entre o Centro Olímpico e Paralímpico de Brazlândia, CID Paradão em Taguatinga e o Cetefe.  Entre as principais conquistas está o bicampeonato no Pan-Americano da modalidade em 2016, na Colômbia, e 2014, em Cuba. “Minha meta no Parapan é chegar às finais e conquistar a medalha de ouro”.

RÚGBI EM CADEIRA DE RODAS

O time do Brasil entra em quadra no dia 23 de agosto.

José Higino Souza 

Nascimento: 25/11/1984
Classe: 2.0
O primeiro desafio da seleção brasileira de rúgbi, que José Higino faz parte, não vai ser fácil. “Nossa meta é conquistar uma medalha de prata, que já seria um feito histórico para nossa equipe. Para isso teríamos que ganhar do Canadá e Colômbia. Mas sonhamos também em chegar em uma final para brigar pelo ouro. Meta mais plausível é conquistar uma medalha”, calculou. A briga vai ser dura, já que o campeão do Parapan tem vaga garantida para os Jogos Paralímpicos de Tóquio e os segundo e terceiro colocados tentam a classificação no pré-olímpico. Em 2002, após furar uma onda e bater a cabeça em um banco de areia, o rapaz ficou tetraplégico. Fã de esportes, conheceu a modalidade em 2010, quando Brasília sediou o Brasileiro. Paixão à primeira vista, decidiu investir pesado para se profissionalizar. No mesmo ano, foi convocado para a seleção brasileira e participou dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Leva na bagagem o bronze do Pan-Americano de Rúgbi, em 2017 e 2013.

TÊNIS DE MESA          

A estreia da modalidade será no dia  22 de agosto

Aloísio Alves Júnior 

Nascimento: 13/09/1973
Classe: 1
Beneficiado pelo programa Compete Brasília
Em Lima, no Peru, Aloísio defende o título que conquistou nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, em 2015. Essa medalha de ouro o levou para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, quando conquistou a medalha de bronze na categoria por equipe. Outros pódios que ele levou foi o primeiro lugar nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015; e a terceira colocação por equipes no Mundial da China 2014. Aloisio ficou tetraplégico em 2003, quando se acidentou no rapel e fraturou o pescoço. “Minha esposa me levou para praticar um esporte para melhorar minha condição e comecei pela natação e migrei para o tênis de mesa, como reabilitação. Me dei muito bem e comecei a competir torneios nacionais, fui bem em vários deles, alguns anos depois consegui ganhar meu primeiro Campeonato Brasileiro, explicou.

Fonte: Agência Brasília

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