Mulher com a primeira certidão registrada no DF também faz 58 anos

20180422212617295399aCinco dias após o aniversário da capital, outro nascimento é celebrado. A primeira cidadã registrada no Distrito Federal completa, na quinta-feira, 58 anos. O registro número 1 da Folha nº 1 do Livro nº 1 do cartório brasiliense é de Jussara Maria Oliveira Santos, que recebeu o nome em homenagem aos padrinhos, o ex-presidente Juscelino e a ex-primeira-dama Sarah Kubitschek.
Jussara nasceu no Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira, o primeiro da nova capital, que hoje dá lugar ao Museu Vivo da Memória Candanga, no Núcleo Bandeirante (leia Para saber mais). A mãe, Maria de Lourdes Anjos de Oliveira, cuidava dos seis filhos, e o pai, Péricles de Oliveira Santos, era prefeito de Luziânia à época da construção de Brasília.
20180422212709710222iA primeira brasiliense sente orgulho do título que carrega. “Fico feliz quando conto a história para as pessoas. Quando me perguntam, eu mostro as fotos e os documentos. É muito importante para mim, ainda mais por ser Brasília, a capital, uma cidade moderna e jovem, que tive a oportunidade de ver crescer”, conta a autônoma.
O primeiro endereço foi justamente no Núcleo Bandeirante, onde morou durante a infância. Na pré-adolescência, mudou-se para Taguatinga e, hoje, vive na Asa Norte. Jussara criou a família na capital federal. Casou-se aos 18 anos, é mãe de Pablo, 38, Raissa, 36, Thaina, 34, e Ruan, 33, e avó de sete netos. “Somos todos brasilienses e temos orgulho disso. Amamos a nossa cidade.”
(foto: Valério Ayres/Esp. CB/D.A Press - 9/5/10)
(foto: Valério Ayres/Esp. CB/D.A Press – 9/5/10)
Batizado
O pai da pioneira e Juscelino eram amigos, por isso o convite para que o presidente fosse padrinho da menina. “Eles tinham uma relação de amizade, aí meu pai o convidou para ser padrinho e ele aceitou. Mas tivemos que esperar até ele ter um tempo (livre)”, conta Jussara. A família teve de aguardar um espaço na agenda política conturbada do ex-presidente e o batizado só ocorreu quando ela tinha mais de 1 ano. “Tenho orgulho de ter o Juscelino como padrinho. Foi uma figura extremamente importante para o Brasil e para a minha cidade natal”, relata.
Jussara foi batizada sete meses após o fim do mandato de Juscelino, já no governo de Jânio Quadros. A cerimônia, celebrada em 7 de agosto de 1961, ganhou destaque no noticiário, com direito até a cobertura por uma rede de televisão italiana. “Durante esta época do ano, tenho muito reconhecimento, as pessoas me procuram e eu sempre repito a história. É um imenso prazer para mim”, diz.
Após a cerimônia do batizado, celebrada na Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, na 307/308 Sul, primeiro templo de alvenaria erguido em Brasília, ela se encontrou apenas uma vez com o padrinho. “Eu lembro que ele foi à escola onde eu estudava, o Colégio Santo Antônio, quando eu tinha 13 anos. Aí, eu fui até ele, dei um abraço e conversamos um pouco. Quando eu tinha 16 anos, ele faleceu, então não tivemos oportunidade de ter muito contato”, recorda.

A memória dos candangos

A Cidade Livre, ou Núcleo Bandeirante, foi o mais importante assentamento a abrigar migrantes de diversos estados que construíram Brasília. Nas proximidades desse núcleo, instalou-se o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO), mais tarde transformado no Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC), com uma alameda de casas de madeira coloridas. O acervo do Museu é composto pelas edificações históricas, peças, objetos e fotos da época da construção da nova capital, distribuído pela exposição permanente “Poeira, Lona e Concreto”, que narra a história de Brasília desde a construção até a inauguração, em 1960. O museu fica na Epia Sul, SPMS, Lote D — Núcleo Bandeirante. Aberto de segunda-feira a sábado, das 9h às 17h. Até 4 de maio, está em cartaz no local também a exposição “Restauro do Mobiliário Moderno de Brasília”. Telefone: 3301-3590.
Fonte: CB

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