Bolsonaro desaprova articulações da Executiva do PSL no Distrito Federal

Por Sandro Gianelli

Deputado Federal Jair Bolsonaro (PSL). Fonte: Reprodução da Internet.
Deputado Federal Jair Bolsonaro (PSL). Fonte: Reprodução da Internet.

Indignado

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) não está satisfeito com a atuação do presidente do PSL no DF Newton Lins. Pessoas próximas a Bolsonaro afirmaram que o deputado deu um murro na mesa por Newton ter atrapalhado a articulação que traria o General Paulo Chagas para disputar o GDF pelo PSL e garantir um palanque para Bolsonaro no DF.

Na geladeira

Há quem acredite até mesmo que Bolsonaro deixará Newton na geladeira. Se isso acontecer, Newton que sempre foi protagonista nas eleições corre o risco de virar um mero espectador no pleito eleitoral de 2018.

General Paulo Chagas durante Sabatina da ABBP. Foto: Sandro Gianelli.
General Paulo Chagas durante Sabatina da ABBP. Foto: Sandro Gianelli.

Tá podendo

Algumas pessoas próximas do presidenciável afirmam que Bolsonaro determinou que seus simpatizantes no DF se filiem ao PRP para apoiar o General Paulo Chagas. Alguns mais radicais afirmam que o PSL corre o risco de não lançar nenhum candidato. A verdade é que dentro do PSL, nem mesmo Bolsonaro conseguiu tirar o comando do PSL-DF de Newton Lins.

Mais do mesmo

Nos bastidores existem rumores de que alguns segmentos do NOVO do Distrito Federal defendem uma coligação majoritária nas eleições de outubro. Seria um teste, o laboratório serviria para a Executiva Nacional avaliar se é viável e se vale a pena repetir o feito em eleições futuras.

Coligação, não

Dirigentes do partido negam que o DF faça parte do experimento. O NOVO foi criado contra a maioria das práticas comuns dos partidos até então existentes, coligação é uma delas, se isso acontecesse seria o inicio da quebra de confiança entre os dirigentes do NOVO, seus filiados e eleitores.

NOVO e PRP

Se houver uma coligação por parte do NOVO, será com o PRP. A turma do PRP aposta que o General Paulo Chagas será o candidato ao governo e que Alexandre Guerra (NOVO) aceitaria ser o vice na chapa do General.

Sede ao pote

Para o senado, o PRP quer lançar outro General. Porém, o novo já tem um pré-candidato ao senado, o advogado Paulo Roque, que tem percorrido todo o DF em busca de apoio. O PRP quer que Paulo Roque seja o 1º suplente do General. A chapa tem a opção de ter dois candidatos ao senado, porém não tem força para rachar os votos desta forma. O NOVO nega a articulação, mas confirma que houve a proposta, o presidente do PRP não quis se pronunciar até o fechamento da coluna.

Majoritária da caserna

Confirmando o apoio de Jair Bolsonaro à candidatura do General Paulo Chagas o deputado federal e amigo de Bolsonaro, Alberto Fraga ficará sem o apoio do presidenciável. Fraga pode ficar sem este apoio até mesmo se for candidato ao Senado. O PRP atua nos bastidores para filiar outro General, que virá para disputar o Senado.

Tiro no pé

Em busca de viabilizar seu nome rumo ao Palácio do Buriti o pré-candidato pelo PPS, Walmir Campelo (PPS) mandou muito mal. Vários jornalistas receberam um resumo da história de Campelo com uma enquete realizada por um site onde Valmir estava na primeira colocação. O problema é que a enquete estava identificada como pesquisa.

De olho na legislação

A legislação obriga os veículos de imprensa a divulgarem as pesquisas de opinião pública realizadas desde o dia 1º de janeiro de 2018 somente se houver o registro no Tribunal Superior Eleitoral com várias regras para serem seguidas.

Critérios obrigatórios

As enquetes também passam por critérios. É necessário informar que não se trata de uma pesquisa cientifica e existe uma data limite para a realização e divulgação de enquetes. Para quem divulga pesquisa sem seguir a legislação a multa inicial é a partir de R$ 53 mil reais.

* A Coluna é escrita por Sandro Gianelli e publicada de segunda a sexta no Portal Conectado ao Poder, no Jornal Alô Brasília e no Portal Alô Brasília

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